Semana da Cultura Nordestina - Bumba Meu Boi

O Bumba Meu Boi


Imagem: Toda Matéria

O Bumba meu Boi é uma dança folclórica da cultura brasileira, sobretudo, da região Nordeste que surgiu no século XVIII, a fim de evidenciar a vulnerabilidade do homem e a “força bruta” de um boi. Trata-se de uma das festas folclóricas mais importantes do país. No dia 30 de junho é comemorado o Dia Nacional do Bumba Meu Boi.


Esta dança é resultante da articulação entre as culturas formativas do povo brasileiro – indígena, europeia e africana; conciliando os componentes de teatro (drama, comédia, tragédia e sátira), a partir de encenações de peças religiosas originadas na luta entre a Igreja e o paganismo. O costume da dança foi muito estimulado pelos jesuítas, que utilizavam essa expressão com o fim de evangelizar os negros, indígenas e os próprios europeus que chegavam no Brasil.


Esta dança é resultante da articulação entre as culturas formativas do povo brasileiro – indígena, europeia e africana; conciliando os componentes de teatro (drama, comédia, tragédia e sátira), a partir de encenações de peças religiosas originadas na luta entre a Igreja e o paganismo. O costume da dança foi muito estimulado pelos jesuítas, que utilizavam essa expressão com o fim de evangelizar os negros, indígenas e os próprios europeus que chegavam no Brasil.


Aqui traremos dois enredos dessa dança: “Um fazendeiro rico possui um boi muito bonito, que além disso, sabe dançar. Pai Chico, um trabalhador da fazenda, rouba o boi para satisfazer sua mulher Catarina, que está grávida e sente uma forte vontade de comer a língua do boi. O fazendeiro manda seus empregados procurarem o boi e quando o encontra, ele está doente. Os pajés curam a doença do boi e descobrem a real intenção de Pai Chico, o fazendeiro o perdoa e celebra a saúde do boi com uma grande festividade”.

Imagem: IPHAN

“Mãe Catirina e Pai Francisco são um casal de negros trabalhadores de uma fazenda. Quando Mãe Catirina fica grávida, ela tem desejo de comer a língua de um boi. Empenhado em satisfazer a vontade de Catirina, Chico mata um dos bois do rebanho, que, no entanto, era um dos preferidos do fazendeiro. Ao notar a falta do boi, o fazendeiro pede para que todos os empregados saiam em busca dele. Eles encontram o boi quase morto, mas com a ajuda de um curandeiro, ele se recupera. ”


Dessa maneira, os enredos associam o conceito de milagre do catolicismo ao trazer e volta o animal, assim como, mostra a presença de elementos indígenas e africanos, tal como a cura pelo pajé ou curandeiro e a ressurreição. A festa do Bumba Meu Boi é celebrada para comemorar esse milagre. ​ Importante destacar que após décadas de protagonismo masculino, as mulheres têm participado ativamente, ocupando um lugar de grande importância no Bumba Meu Boi Maranhense, a exemplos de Maria José Soares - atual presidente do Grupo Boi de Maracanã, Leila Naiva presidente do Boi de Axixá, Dona Nadir Cruz, que assumiu a presidência do Boi da Floresta em 2015.


Segundo Marla Silveira, Mestre em Cultura, que tem se debruçado sobre a liderança feminina nos grupos, “Recentemente, o protagonismo feminino se tornou mais evidente porque passaram também a comandar grupos que eram tradicionalmente comandados por homens, pelos mestres. São grupos com maior tempo de história e muito relevantes”


Homenageamos aqui, Dona Nadir Cruz que assumiu a presidência do Boi da Floresta em 2015 e segue no cargo. Antes disso, ainda nos anos 80, assumiu como secretária do boi, cargo que gerou reboliço.

Imagem: Maranhão Hoje

“A diretoria era toda masculina e aí chegou um dia, uma reunião lá no barracão e me chamaram para eu participar. Me perguntaram se eu queria ser a secretária do boi. Eu quero, o que a secretária faz? Tudo que você já está fazendo. E eu fiquei com o cargo”, disse. Isso causou um certo rebuliço porque, como o Boi era comandado por homens, as únicas mulheres que acompanhavam eram as mutucas - papel de auxiliares dos brincantes homens”

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