Poesias - Jane Carvalho

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Poesia... ​ Escrever, declamar ou escutar a poesia é uma forma de contatar com nossa subjetividade... Com nossas dores, com nossos amores e também com nossos sabores... A poesia reflete e revela nossos pensamentos, sentimentos e também nosso comportamento. Ela, a poesia, retrata algo através da imaginação e criatividade de quem escreve, de quem lê e de quem escuta. ​ 20 de outubro é a data que celebramos o Poeta! Profissional que transborda criatividade, fantasia, imaginação e sensibilidade; logo, reconhecido como artista que expressa através de versos, a poesia, uma das 7 (sete) Artes Tradicionais, inclusa na Literatura!

Não há uma lei que oficializa o dia 20 de outubro, como o dia do Poeta. Contudo, a data foi escolhida por uma causa muito especial! Em 20 de outubro de 1976, na Cidade de São Paulo, nascia o Movimento Poético Nacional! ​ Você sabia que antigamente, a poesia era cantada? E também, acompanhada pela lira - um instrumento musical típico da Grécia - Por esse motivo, a poesia é classificada como pertencente ao gênero lírico da literatura. ​ Celebramos o Poeta, pois com sua escrita, ele reflete, revela e toca nossos pensamentos e sentimentos... intervindo até em nosso comportamento. Ele, com sua arte, retrata algo de quem lê e escuta a poesia. ​ No dia do Poeta, o convite é... ​ Experimentar... Declamar... Poetizar... Escrever... Saborear... e... Escutar Poesia!


Poesias interpretadas por Jane Carvalho.


Há tempo! - Jane Carvalho

Há tempo... há tempo?

Há tempo para Olhar...

Há tempo para Olhar-se?

Há tempo para a Escuta...

Há tempo para Escutar-se?

Há tempo para o Cuidado...

Há tempo para Cuidar-se?

Há tempo para o Amor...

Há tempo para Amar-se?

Há tempo... há tempo?

(Jane Carvalho)


Abraçados (Viviane Mosé)

Interpretação: Jane Carvalho)


Depois de um vento forte Testando os vínculos Os elos, as fibras Desta corda que nos une. Depois do temporal E dos barcos à deriva As mãos mais do que nunca Dadas. Depois das sucessivas chuvas Do ciclone esgarçando A pele, mais modesta Em suas tramas Puídas. Depois deste vento forte A duvidar do nosso laço A vida Mais do que nunca vibra Em nossos corpos Abraçados.

Amadurecer (Lya Luft)

Amadurecer foi retirar os rostos e as peles e começar a ver no espelho o verdadeiro eu onde se lê uma severa contabilidade dos gastos e dos lucros, saldos nem sempre tranquilizadores. Quanto de amargura, quanto de amor sobrou, quanta capacidade de se renovar? Entender que não precisamos ser onipotentes é uma das maiores libertações. Ninguém pode ser totalmente responsabilizado pela sorte de ninguém, por seus erros e acertos, por sua solidão ou felicidade - a não ser na medida justa, em que se é responsável por quem se ama, dentro dos limites de cada um. Na maturidade percebe-se que não importa tanto o que fizeram conosco, mas o que fizemos com o que eventualmente nos aconteceu. É uma indagação dramática, que na juventude parece algo a resolver num futuro muito remoto. Mas de repente, tinham se passado vinte anos. E nós, e nós? Precisamos descobrir que amadurecer não significa desistir nem estagnar.


Constança (Mia Couto)

Lembra-se do tempo em que eu passava tardes e tardes costurando? - Lembro-me, mãe. Eram tantas filhas, tantas roupas! - A maior parte das vezes, eu só fingia que costurava. - Fingia? Fingia para quê? - Os homens não gostam que as mulheres pensem em silêncio. Nascem-lhes nervosas suspeitas. Enquanto ía costurando, o seu pai não imaginava que eu estava pensando. Minha cabeça viajava por todo o lado... Nesses escassos momentos, eu, Constança, era mulher sem ter que pedir licença, existindo sem ter que pedir perdão.


Testamento (Mia Couto)

Tudo o que tenho não tem posse:

o rio e suas ocultas fontes, a nuvem grávida de novembro, o estilhaçar do riso em tua boca.

Só me pertence o que não abraço.

Eis como eterno me condeno: – amo o que não tem despedida.


Quarta-feira (Nelma Cabral)

Quarta feira é metade

nem princípio nem fim

entremeio

bem perto do começo

partida, abertura

bem perto do fim

recomeço.


Poeminha Amoroso (Cora Coralina)


Este é um poema de amor

tão meigo, tão terno, tão teu...

É uma oferenda aos teus momentos

de luta e de brisa e de céu...

E eu,

quero te servir a poesia

numa concha azul do mar

ou numa cesta de flores do campo.

Talvez tu possas entender o meu amor.

Mas se isso não acontecer,

não importa.

Já está declarado e estampado

nas linhas e entrelinhas

deste pequeno poema,

o verso;

o tão famoso e inesperado verso que

te deixará pasmo, surpreso, perplexo...

eu te amo, perdoa-me, eu te amo...

Poesia Sós Com Nós ( Jane Carvalho)

Sós com nós

Estamos Sós? Estamos Nós? Estamos só... Nós? Estamos sós com nós... Saboreamos nossa própria companhia. Um livro Uma música Um filme Uma rede... Sós com nós... Um amigo Um atual Um antigo Um abrigo... Estamos sós com nós... Um Olhar Uma distância Um olá Uma constância! Sós com nós... Um pensamento Um sentimento Um lamento Um movimento! Estamos Sós com nós... Um respiro Uma lágrima Uma poesia Um rabisco... Só nós...


Poética sobre Dezembro - Jane Carvalho

Primeiro de Dezembro de Dois mil e vinte

Princípio

do

último

mês

do

ano

vigente.

Entre Janeiro e Dezembro, um processo...

Saudades do vivido e do não vivido.

Um tempo de desafios e aprendizados

Um tempo de perdas e ganhos

Um tempo de temor e de Amor

Tempos de incertezas, promessas e esperas...

Dezembro

a promessa

de transição.

Um ponto de chegada que numa distração, torna-se um ponto de partida...

E

o

verbo?

E - S - P - E - R - A - N - Ç - A - R!!!

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