Dalva Sales

Dalva Ferreira Salles de Freitas



No dia de Reis, em Salvador, Bahia, em 06.01.1918, nasceu Dalva Ferreira Salles de Freitas, na Rua das Princesas nº 1, Itapagipe, a quinta filha de José Felicíssimo de Salles (Zeca) e Maria Emmelina Ferreira Salles (Filhinha). Uniu-se em 1947 com o amor da sua vida Fernando José de Freitas, e tiveram cinco filhos: Maria das Graças, José Jorge, Fernando Luiz, Maria Lúcia, Luciano Conceição, e uma sobrinha-filha Maria de Lourdes.

Formou-se em 1936 na Escola Normal da Bahia e aposentou-se em 1979 pela Secretaria de Educação e Cultura, quando lecionava na Escola Abílio César Borges.

Inspirada pelo carro chefe o amor, as vivências do dia a dia, a sua fé em Deus, Jesus, Nossa Senhora, Santo Antônio, Santa Irmã Dulce e todos os santos e santas, desenvolve os seus humildes poemas.

Em 2012, nos brindou com o Livro de Amar para Viver. E, já um outro livro prontinho –Gratidão – esperando a edição e lançamento, Dalva segue nos presenteando com seu legado: Amor, Sabedoria e Poesia.



Felicidade

Felicidade é acordar de manhã E ter o corpo e a mente sã Felicidade é estar bem consigo E assim poder enfrentar o perigo.

Felicidade é ter bom coração E saber que suas atitudes não serão em vão Felicidade é saber amar E assim o melhor da vida aproveitar.

Felicidade é ter saúde Tendo assim também virtude Felicidade é poder cuidar De alguém que sempre com você vai estar.

Felicidade é conseguir perceber O quão bom é dar sem esperar receber Felicidade é poder sorrir Pois é assim que a felicidade há de florir. 26.03.2017


Senhor

Não sou rainha, mas nasci no dia de Reis Não me chamo Maria, mas nasci de José e Maria Tenho 102 anos e três meses de idade Quero agradecer ao Céu com imensa alegria!

Hoje, ouvir falar do significado de SER CRISTÃO, que é ser feliz Peçamos a Jesus perdão pelos nossos erros Mas cientes e ouvintes da palavra que a verdade diz.

A dor atinge a todos, ao mundo inteiro Porém, sejamos firmes na fé Porque guardamos o amor Aos amados Jesus, Maria e José!

07.04.2020

76 anos

Há 76 anos pediste-me pra contigo caminhar! Aceitei de logo este convite tão sincero E caminhamos de mãos dadas longo tempo Desta trajetória tão abençoada pelo Pai Eterno!

O Amor é a maior força do Universo Que traz prodígios no seu desenrolar bendito Que nos leva a repetir sorrindo:É bonito! É bonito! É bonito!

Para Fernando, Com saudades de sua Dalva, em 17.06.2018

O Sol

Eu nasço para iluminar a Terra,

Eu nasço para germinar a Vida,

Eu nasço para o cantar dos passarinhos,

Eu nasço para dizer – “Começa a Lida!”

Eu nasço para embelezara natureza!

Todos os dias, a mesma hora me levanto,

Para todos levar meu calor, minha luz,

E da Terra inteira, ouço seu canto!

Sem distinções meus raios rnvio com certeza...

Que sequem as roupas nos varais, estendiodas

Enquanto as suas carolas abrem-se,

Que beleza!

Há nas diferentes formas dessas vidas!

É o Sol!... É o Sol...É o Sol!...

Cantam as crianças

Saudando o Astro-Rei na Aurora.

Trazendo-lhes a Esperança de maneira alvissareire

Recebe delas – “Seu Sorriso” nesta hora!

Teu Olhar

Meus olhos sentem o teu olhar que de luz enche-me o ser

Meu coração lembra teu olhar que nele se concentrou tão lindo.

Cujo brilho não se apagou nem se apagará jameis

Porque fora feito o amor infinito.

Infinito Amor que no Amo por assim se veste

Que põe no Olhar, a sinceridade de uma prece

Infiltra-se na alma de quem se abre ao AMOR

Eis então que a suprema ventura se conhece

Sentir um Olhar de olhos tão perfeitos

Guardá-lo de maneira agradecida e singular

É tudo o que de mais bonito me reserva a vida

É poder ainda, ver a Força do Teu Olhar! 26-01-2013


OLHAR DE PAI Para o meu pai José Felicíssimo com muito carinho de sua filha Dalva Novembro de 1991 Sempre olhaste teus filhos, Pai Com a sinceridade do teu coração Vendo neles, tua existência Transmitida em doação Atento constante, estiveste Aos passos por eles dados Querendo sempre ampará-los Desviando-os dos atalhos Mas um dia, adorado Pai Teu olhar foi um raio de luz Atravessando minh’alma Como a benção de Jesus Este dia tão lembrado Que me faz feliz assim No altar onde me fiz esposa Perante o Senhor do Bonfim Recordando aquele olhar De uma bondade tamanha Revelava nele existir A luz da Bendita Chama Jorra sobre mim novamente Teu olhar de infindo amor Com ele, sentir-me-ei protegida E a Ti, meu Pai, a benção do Senhor!


FOLCLORE Folclore é a linguagem, a crença os hábitos de um povo Sua cultura, seus mitos, medos, rezas, canções Lendas, cantigas de roda, brincadeiras e ladainhas Charadas, jogos, usos e costumes, adivinhações Nesse mundo diversificado de encantos coloridos A vida se desenrola, pacífica ou tumultuada Deixando escrito para posterior leitura As mais belas emoções da existência passada. Logo ouvimos alguém cantando: “Dorme, nenem que a noite aí vem” ou “Pedrinho, você não tem aqui nesta roda quem lhe queira bem” Os olhinhos da criança vão se iluminando. E a mamãe escuta uma vozinha que diz: “Eu tenho, eu tenho quem me queira bem... “Eu tenho mamãe que ela é meu bem. No aconchego, ela dorme também” Na igrejinha da vida, os devotos vão rezar A Virgem Maria, Nossa Senhora da Conceição Pedindo suas graças e suas bênçãos Agradecendo também a divina proteção Em nossa pátria, meus queridos A riqueza do FOLCLORE é tão fenomenal!... Tantos povos com o nosso a partilhar Tornando-o mais belo, que não há igual. Até hoje ouvimos, tão embevecidos Os cantores da atualidade Gravando as “modinhas” E ao pensarmos que elas falam do HOJE, Escutamos o “soluçar de saudades” Das VOVOZINHAS!...


Finalizamos esta exposição com um poema feito em homenagem à NOSSA QUERIDA Mestra do Bem Viver!


Ela me chama de mestra!

Há 10 anos, participou de uma Oficina de Teatro, ministrada por mim. Desde então, não mais nos separamos!

De mestra, ela me chama. Mal sabendo, porém, o quanto me ensinou embarcando numa Oficina de Teatro, que durou 05 meses!

Ela me chama de mestra!

Poetisa, inspiradora, foi o Norte para a produção da performance “Ainda Somos Crianças"!

De mestra, ela me chama!

Carismática e sapiente, sempre me brinda com uma poesia, quando vamos nos encontrar!

Ela me chama de mestra!

Mas se veste de Dom Quixote, acrescenta e enriquece minha alma com suas reflexões, sobre um mundo de coisas, à cada encontro!

De mestra ela me chama!

Traz bom humor, alegria, espiritualidade, criatividade e Amor em ação!

Jane Carvalho

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