Myriam Pinheiro

Nascida em São Paulo em 22 de abril de 1937, Myriam Erika Rathsam Pinheiro, pertencia a uma família de alemães e italianos.


Seu pai, Walter, era um apaixonado pela musica. Um homem a frente do seu tempo. Empresário de uma loja de aparelhos elétricos que vendia e consertava rádios e vitrolas. No seu tempo vago, tocava instrumentos. A música o acompanhava por todo o seu dia. Sua mãe, Regina, era uma dona de casa muito prendada. Bordava, costurava, e era uma eximia cozinheira. Nacionalidades, personalidades e criações diferentes. Uma mesclagem de heranças conservadoras e inovadoras. Nessa família, Myriam e sua irmã Celia, família, Myriam e sua irmã

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Celia, foram criadas e amadas. E a música ... sempre presente.


Desde sua infância, Myriam se encantava com o pai que tocava piano e violino. Sentava ao lado dele por horas, ouvindo todo o seu repertorio. Uma coletânea de musicas clássicas. Na escola, ainda no primário, teve aulas de musica com o Maestro Salvatore Calia. Apreciava as aulas mas precisava se aprimorar. Aos 15 anos iniciou o curso de violão clássico com a professora Julieta Correia Antunes e o maestro Isaias Savio. Participou do conjunto “Princesas do Violão”, o qual se apresentava em clubes, festas de São João, programas de radio, tv (“Musica para a

Juventude”) e em várias audições por São Paulo (interior e capital). Seu pai sempre a acompanhava. Admirando seus passos e registrando em fotos, seus sucessos.

Aos 16 anos, perdeu seu pai de forma repentina, mas conseguiu seguir em frente. Se formou, trabalhou e manteve seu amor pela musica e pelo violão.


Como seu pai, sempre a frente do seu tempo, Myriam se aventurou e foi estudar fora do seu pais. Na Espanha, estudava Ortóptica no

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Instituto Alfonso Castañera Pueyo e nos tempos vagos apreciava a nova cultura musical. La conheceu seu companheiro de vida, o oftalmologista baiano, Aldir Pinheiro. Após 1 ano, retornou ao Brasil, em uma longa viagem de navio. Nos tempos vagos, sem seu violão, apreciava os artistas que tocavam durante a viagem, e por algumas vezes, conseguia um violão emprestado para tocar.

Casou-se em 1966, vindo morar em Salvador. A partir dai se dedicou a carreira profissional de Ortoptista e a música era sua companheira de fins de semana. Sempre inventava um motivo para que seu violão alegrasse as reuniões familiares.

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Com o passar dos anos, a artrite nos dedos, a obrigou a se aposentar do violão. A dor era intensa e os movimentos das mãos estavam muito limitados. Saudosa da música, canalizou seu dom para as aulas de teclado. Em 2006 iniciou aulas de teclado com a Prof. Diva Carvalho Lima e depois em 2014 com a Prof. Zilma Alves Lirio. Mensalmente esse grupo se reunia e fazia apresentações temáticas regadas a uma boa prosa.


Com a Pandemia, parou seu trabalho na clínica, as aulas de teclado foram suspensas e não mais podia participar das reuniões. Foi então que pensou em uma maneira de treinar sua música além de trazer um pouco de diversão e alegria para aqueles isolados. Ensaia todos os dias e semanalmente faz uma apresentação online. A cada semana, uma nova apresentação, um novo cenário, um novo motivo para continuar alegremente isolada nessa pandemia.

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